A dieta cetogênica, popularmente conhecida como "dieta keto", é um plano alimentar de alto teor de gordura, proteína moderada e muito baixo carboidrato. O objetivo principal é levar o organismo a um estado metabólico denominado cetose, no qual o corpo passa a utilizar a gordura como principal fonte de energia em substituição aos carboidratos.
Desenvolvida originalmente na década de 1920 para o tratamento de epilepsia refratária em crianças, a dieta cetogênica ganhou enorme popularidade nas últimas décadas como estratégia de perda de peso, melhora da sensibilidade à insulina e até como suporte terapêutico em algumas condições neurológicas e metabólicas.
Quando a ingestão de carboidratos é drasticamente reduzida (geralmente abaixo de 20–50 g por dia), os estoques de glicogênio hepático e muscular se esgotam. Em resposta, o fígado começa a converter ácidos graxos em corpos cetônicos — principalmente beta-hidroxibutirato, acetoacetato e acetona — que são exportados para outros tecidos como combustível alternativo.
| Tipo | Carboidratos | Proteína | Gordura | Indicação |
|---|---|---|---|---|
| Padrão (SKD) | 5% | 20% | 75% | Uso geral |
| Cíclica (CKD) | 5% / ciclo | 20% | 75% | Atletas |
| Direcionada (TKD) | Peri-treino | 20% | 75% | Praticantes |
| Alta proteína | 5% | 35% | 60% | Massa muscular |
Diversos estudos clínicos e revisões sistemáticas têm demonstrado os seguintes benefícios para indivíduos saudáveis que adotam a dieta cetogênica com supervisão profissional:
Nas primeiras 1–2 semanas de adaptação, é comum experimentar a chamada "gripe cetogênica" (keto flu): fadiga, dor de cabeça, irritabilidade, câimbras e tontura. Esses sintomas são resultado do ajuste eletrolítico e tendem a desaparecer espontaneamente. Hidratação adequada e suplementação de sódio, potássio e magnésio costumam aliviar os sintomas.